
Congregações Religiosas Femininas
Congregações Religiosas Masculinas
Institutos Religiosos Clericais
Ordem das Virgens e Ordem das Viúvas
Sociedade de Vida Apostólica (Feminina)
Sociedade de Vida Apostólica (Masculina)
Sociedade de Vida Apostólica (Mista)
Casas de Retiro da Arquidiocese de Belo Horizonte
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães
Dom João Justino de Medeiros Silva
Cardeal Serafim Fernandes de Araújo - Arcebispo Emérito
Dom Sebastião Roque Rabelo Mendes - Bispo Auxiliar Emérito
Casa de Apoio à Saúde Nossa Senhora da Conceição
Catedral Rede de Comunicação Católica
Fundação Cultural João Paulo II
Fundação Hospitalar Nossa Senhora de Lourdes
Fundação José Fernandes de Araújo
Fundação Mariana Resende Costa
Fundação Obras Sociais da Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem
Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte
Sociedade Civil Espírito Santo
Paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte
Santuários da Arquidiocese de Belo Horizonte
Vicariatos Episcopais Especiais


O primeiro Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, dom Antônio dos Santos Cabral, estudou no Seminário Santa Teresa, em Salvador (BA). Foi ordenado padre no dia 1º de novembro de 1907 e regressou à Propriá (SE), sua cidade natal, onde trabalhou como coadjutor do cônego Rosa, de 1907 a 1912. Tornou-se pároco em 1912 e exerceu esse ministério até 1918.
Graças ao excelente trabalho realizado, Dom Cabral foi nomeado cônego capitular da Sé de Aracaju (SE) e recebeu do Papa Bento XV, em janeiro de 1914, o título de monsenhor. Pouco tempo depois, seu nome seria lembrado para bispo. Para surpresa de muitos, Dom Cabral rejeitou duas vezes, em abril de 1916 e depois em junho de 1917, sua indicação para bispo de Natal (RN). Mas em obediência à Igreja aceitou o desafio. Em 1º de outubro de 1917, foi publicada a bula do Sumo Pontífice Bento XV que o nomeou bispo de Natal.
A Sagração de Dom Cabral foi realizada na Catedral Metropolitana, em 14 de abril de 1918. Incansável, ele criou dezenas de instituições católicas na capital do Rio Grande do Norte. Ordenou sacerdotes, iniciou a construção do Seminário e da nova catedral. Em 1922, a Santa Sé o transferiu para a recém criada diocese de Belo Horizonte. Sua chegada à capital mineira aconteceu no dia 30 de abril.
Com o espírito empreendedor que o caracterizava, dom Cabral edificou as bases da Arquidiocese de Belo Horizonte. Adquiriu um imóvel na Rua Espírito Santo, onde passou a funcionar a Cúria. Deu início a várias paróquias e instituiu o Seminário Coração Eucarístico de Jesus, que inicialmente ficava na Rua Rio Grande do Norte.
Posteriormente, dom Cabral comprou uma antiga fazenda no bairro Bela Vista (atualmente bairro Dom Cabral), onde construiu o novo prédio do Seminário. Tempos depois, parte deste prédio se transformaria na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). O primeiro arcebispo também foi responsável pela edificação do Palácio Cristo Rei.
Natural de Propriá (SE), dom Cabral nasceu no dia 8 de outubro de 1884. O primeiro arcebispo de Belo Horizonte foi quem idealizou a construção da Catedral Cristo Rei, que originalmente ficaria na Avenida Afonso Pena. Em 1957, começou a ter problemas de saúde e morreu em 1967, aos 80 anos de idade.
Brasão de armas
Uma das coisas mais belas na vida cristã é que a graça não aniquila nem destrói a natureza. Em cada santo, em cada cristão que vive sob o influxo da graça, em cada um se pode reconhecer o homem, com seu temperamento, com seus gostos, com suas preferências. É o próprio Deus respeitando o homem.
Encontramos um exemplo palpável desta realidade em Dom Antônio dos Santos Cabral. Até nas suas armas se lhe descobre a face do temperamento. Lá está o São Francisco, com o barquinho a vela enfunado, assim mesmo como povoou a sua vivacidade infantil. É o símbolo da Pátria , deste sagrado amor ao Brasil.
Na parte superior do escudo, sobrepondo-se ao símbolo da Pátria - ficam os símbolos da fé, como afirmativa de que aos interesses da terra se sobrepõem os interesses do céu. Lá estão eles, os dois símoblos augustos - o da Santíssima Virgem e o da Eucaristia, como dois brasões que escudam sua vida.
Maria, a mais terna e admirável das mães, cuja devoção vale para todos como um penhor de salvação. E a Eucaristia, vida e alimento nosso, paixão máxima de todas as almas de apóstolo. Dom Cabral quis colocar a Eucaristia como instrumento vivificador de todos os seus empreendimentos: "PER EUCHARISTIAM VIVAT IN NOBIS CHRISTUS". É um lema que, realmente, informou toda sua atividade.
(Trecho do livro DOM CABRAL E SUAS OBRAS, 1943. Ed. Imprensa Oficial. Pe Juvenal Honório dos Santos)